quinta-feira, 15 de setembro de 2011

"A alma dos diferentes é feita de uma luz além. Sua estrela tem moradas deslumbrantes que eles guardam para os poucos capazes de os sentir e entender. Nessas moradas estão tesouros da ternura humana dos quais só os diferentes são capazes. Não mexa com o amor de um diferente." (Autor desconhecido).
Fonte: http://blogdaeducacaoespecial.blogspot.com/2008/05/frases.html



Adaptando tudo

Sabe que muita gente por aí passa uns maus bocados só porque não adapta o ambiente às suas necessidades? Por que será que as pessoas pensam em tantas coisas menos importantes e nem se lembram de adaptar a casa aos portadores de deficiência?
cool eh?
Um homem que trabalhava para meu avô cuidava do irmão, adulto, obeso e com as pernas amputadas e, na hora do banho, fazia a maior força carregando o irmão da cama para uma cadeira comum que depois era arrastada - isso mesmo, arrastada - até o banheiro para o banho.

Não que a família fosse pobre e não tivesse dinheiro para comprar uma cadeira de rodas. Nada disso. Eles simplesmente tinham se acostumado a arrastar a cadeira comum, sem rodas, de um lado para o outro pela casa. Coisa estranha, né?

Meu avô mesmo, depois de aposentado, fez umas vinte cadeiras de rodas em sua pequena oficina, só para ajudar portadores de deficiência pobres que não tinham como comprar. Sabe o que aconteceu? Pessoas que tinham dinheiro vinham pedir cadeira de rodas também. Ele não dava não.

É que muita gente ainda tem na cabeça que portadores de deficiência devem viver de esmolas, que devem ser ajudados pelo governo, por alguém etc. Na maioria das vezes, o que falta não é ajuda, é idéia.

Mas as pessoas preferem comprar uma TV nova do que uma cadeira de rodas. Às vezes não é preciso muito não, é só colocar umas rampas nos degraus, um corrimão no corredor e tantas outras coisinhas até mais simples que podem facilitar a vida do portador de deficiências.

Veja o que fizeram os pais de minha amiguinha Vicky, que mora nos Estados Unidos. Como a casa deles é de dois andares e os quartos ficam em cima, fizeram uma reforma no térreo mudando a cozinha de lugar e construindo um belo quarto e banheiro para ela não precisar ser carregada escadas acima todas as vezes que precisava dormir e tomar banho.



Agora Vicky pode ficar em seu quarto usando seu computador, o qual também tem um teclado especial adaptado às suas necessidades. Também colocaram uma rampa para ficar mais fácil de entrar na casa com a cadeira de rodas. Viu como ela está contente com a adaptação? É isso que a gente deve fazer para as pessoas que amamos.

P.S. Muita gente acessa esta página em busca de teclados adaptados para portadores de necessidades especiais. Encontrei uma empresa no Brasil que trabalha com isso: Clik Tecnologia Assistiva - www.clik.com.br
Fonte: 

Sugestão de atividade inclusiva.

    Olá pessoal, minha segunda sugestão de atividade inclusiva trata-se sobre o vídeo abaixo: O garoto tem Síndrome de Down e joga muito bem um jogo de vídeo game, onde são trabalhados o raciocínio, memória, físico e muitas outras áreas:


    Os vídeos games também estão cada vez mais caminhando para a inclusão social. Já existe um novo acessório, criado pela Microsoft chamado Kinect, em que é possível utilizar qualquer parte do corpo para comandar o jogo. O legal disso é que pessoal com algum tipo de deficiência física pode jogá-lo, uma vez que não é preciso ser um "expert" no controle para jogar o jogo, como eram os controles criados anteriormente. Essa tecnologia, que hoje é utilizada nos vídeos games, pode ser muito bem utilizada para a inclusão de pessoas com as mais diversas deficiências. 
      Certa vez, assisti a uma reportagem  onde em alguns asilos estão sendo utilizados o Kinect, visto que ajuda muito os velhinhos a se exercitarem, além de distrai-los e ajudar nas áreas da memória e raciocínio.
       Infelizmente, em escolas públicas creio que ainda não exista o aparelho, em virtude do preço que está aproximadamente custando R$ 399,00 mais o aparelho XBOX 360 que custa R$ 599,00. Cabe sugerir aos diretores das escolas que adquiram ao menos um, visto que o mesmo pode ser jogado por duas pessoas e dependendo do número de crianças especiais, pode-se organizar horários para eles jogarem jogos educativos como de matemática, raciocínio, jogo da memória, jogo de palavras e muitos outros. 
      Uma criança que não tem habilidade com os dedos, por exemplo, em virtude de alguma deficiência, ou mesmo com as mãos, pode mexer os braços nos jogos. Um cadeirante, mesmo sentado, pode jogar o mesmo jogo educativo. Até mesmo uma criança surda, visto que há legendas e língua de sinais nos jogos. E uma criança que não enxerga? Também, já que os jogos reconhecem a voz e até mesmo a face. Logo, há jogos sonoros, onde não é preciso enxergar o monitor da televisão. Portanto, é um aparelho completo, para crianças, adultos e velhinhos, deficientes ou não. O único problema é o preço, já que é algo ainda novo no Brasil, mas a tendência é reduzir os preços e os colégios podem adquirir pelo menos um aparelho para aqueles que não conseguem usar um jogo do computador, em virtude de não conseguir segurar o mouse, por exemplo. Não implementei ainda com meus alunos, mas com certeza, espero que em breve isso torne-se realidade.   



quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Sugestão de atividade inclusiva.

Oi pessoal! Tudo bem?


Bom, vou relatar uma atividade que desenvolvi com uma aluna cega e que foi muito gratificante. Utilizei as tecnologias assistivas e deu super certo. Como sou professora de língua portuguesa, queria uma atividade que envolvesse interpretação textual. Então, utilizei o programa Movie Maker para fazer a atividade. Essa tarefa pode ser realizada com alunos surdos também, assim como com qualquer outro tipo de deficiência. Se o aluno tiver dificuldade cognitiva, o professor deve avançar seguindo as potencialidades desse aluno.


Escolhi um livro de histórias e passei para o scanner todas as páginas desse livro. Após, ordenei-as no programa Movie Maker e de acordo com a legenda, gravei a minha voz lendo a história. Procurei na internet sons característicos de animais, uma música de fundo, enfim, todos os sons que fizessem parte da história e ordenei de acordo com a narração. É um trabalho extenso, dependendo do tamanho da história, pois para quem não tem muita experiência com o programa, no início é complicado colocar os sons e a legenda em sincronia com as imagens. 


Após, se quiser, pode-se filmar a língua de sinais (LIBRAS) sobre a história e anexá-la ao Movie Maker. Assim, o aluno com deficiência auditiva poderá visualizar a história juntamente com a imagem e a legenda em língua portuguesa.


Após, acrescentei algumas perguntas de interpretação no Movie Maker e gravei a minha voz lendo as questões e essa aluna adorou. Recomendo a todos essa atividade!!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Mais vídeos interessantes sobre informática na Educação Especial:




Vídeo sobre informática na educação especial.

Semana da Pessoa com Deficiência realiza atividades ecológicas



Programação do terceiro dia teve caminhada e piquenique no Parque de Eventos Ireno Michel
1/5 - Grupo realizou caminhada pelo Parque de Eventos2/5 - Hora do lanche serviu para integrar participantes3/5 - Assessora, secretario de Esportes e presidente do Conselho4/5 - Grupo assiste apresentação da Guarda Municipal5/5 - Guarda Municipal com o cão adestratado
Dando continuidade a programação da Semana Municipal da Pessoa com Deficiência, a Prefeitura de Gravataí, por intermédio da Assessoria de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência (APPPD) e do Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas Portadoras de Deficiências (COMPPD’S), realizou na tarde desta quarta-feira (24/08), diversas atividades ecológicas no Parque de Eventos Ireno Michel. A programação contou com uma caminhada, apresentação de adestramento de cães e distribuição de mudas de plantas.

A assessora da APPPD, Miriam Barbosa, ressaltou que a programação foi proposta pelas entidades. “A caminhada teve o objetivo de aproximar as pessoas com deficiência das áreas verdes, a apresentação dos cães serviu para aproximá-los dos animais e a distribuição de mudas de plantas, para fazer com que eles aprendam a cuidar de outra vida”, explicou.

Em um cenário rodeado de árvores e tendo o canto dos pássaros como trilha sonora, os participantes aproveitaram a tarde de sol ameno e com uma leve brisa para percorrer os caminhos do Parque Municipal. A atividade agradou a todos. “Foi importante para a preparação física, o desenvolvimento e o lazer”, avaliou o presidente do Centro Ocupacional dos Familiares e Amigos dos Deficientes Mentais de Gravataí (Cofameg), Adão Orion. Conhecido como Chiquinho, Luis Francisco Mendes, de 42 anos, compartilhou da mesma opinião. “Eu estou gostando muito”, elogiou.

“As atividades de hoje complementam a programação que estamos realizando desde o início da semana e visam despertar o interesse pela preservação da natureza”, declarou a presidente do COMPPD´S, Josefa Lopes.

Depois do lanche, o grupo assistiu a apresentação de adestramento de cães da Guarda Municipal, que mostraram procedimentos de proteção de objetos e faro de narcóticos, e recebeu mudas de plantas. Participaram das atividades o secretário de Esporte, Recreação e Lazer (SME), Sérgio Oliveira, e alunos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).

A programação da Semana Municipal da Pessoa com Deficiência prossegue nesta quinta-feira com a realização do II Baile da Inclusão, no Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Aldeia dos Anjos. Na sexta-feira serão realizadas atividades esportivas, de recreação e roda de chimarrão, na Praça Borges de Medeiros. No encerramento, a prefeita Rita Sanco irá assinar a Lei 1.264, que altera a nomenclatura do evento para Semana Municipal da Pessoa com Deficiência e Acessibilidade.
Fonte: 
http://www.gravatai.rs.gov.br/site/noticias.php?id=147515

"Estar junto é se aglomerar com pessoas que não conhecemos. Inclusão é estar com, é interagir com o outro". (Maria Teresa Mantoan)





"Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes." (Paulo freire)



Entrevista com Carlos Roberto Jamil Cury:





Carlos Roberto Jamil Cury



Presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação e Coordenador da Pós-Graduação da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Foi um dos elaboradores das Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica e autor do Parecer 4/2002, que trata da Educação Inclusiva.

ENTREVISTA
>> O que significa inclusão?

JC>> Eu só posso falar em inclusão se considerar o seu oposto, que é a exclusão. É preciso perguntar quem é excluído e do que é excluído - afinal, às vezes é bom ser excluído de algumas coisas, como da doença ou da miséria. No caso da Educação, que obviamente é uma coisa boa, é bom que se inclua. Trata-se de incluir todos dentro de um espaço considerado imprescindível para o desenvolvimento pessoal e da cidadania.
>> Gostaria que o senhor descrevesse brevemente a evolução da Educação Inclusiva no Brasil e no mundo.

JC>> A questão da deficiência nem sempre foi tratada no mundo como é hoje. Ela já percorreu caminhos bastante rudes, bárbaros até. Sabemos de comunidades primitivas e modernas que praticaram a chamada limpeza étnica, em que matavam crianças que nascessem com determinados defeitos. Foi só no final do século XIX que a forma de ver o deficiente começou a mudar, quando os trabalhos de Freud mostraram que todos nós temos limitações e quando a Biologia trouxe conclusões similares, afirmando que todos nós temos necessidades e deficiências, apesar de umas serem mais visíveis do que outras. As duas guerras mundiais, quando um enorme número de pessoas que, então sadias, voltaram para casa com algum tipo de mutilação, também contribuíram para aumentar a consciência de que os portadores de necessidades especiais são titulares de direitos como quaisquer outros.

Hoje, considero que estamos vivendo um momento de transição de uma cultura discriminatória com relação ao diferente para uma cultura de inclusão, em que o diferente é aceito não por ser diverso, mas porque o diverso enriquece. É esse o grande desafio atual: construir uma nova cultura de inclusão, na qual o acolhimento da diferença se faça no reconhecimento do outro como igual, como parceiro, como par. Na Educação, isso implica a consciência de que, desde o ato educativo mais simples da pré-escola, é preciso garantir aos portadores de necessidades educacionais especiais um lugar garantido nas salas comuns das classes comuns.

>> Quais os obstáculos que teremos de superar para construir essa nova cultura nas nossas escolas?

JC>> A criação de uma nova cultura é um processo lento, que inclui uma série de desafios. Um deles diz respeito às mudanças físicas e estruturais, que são necessárias para permitir a inserção de alunos com necessidades especiais nas salas e escolas regulares. Outra questão é sensibilizar as crianças dessas escolas para a questão da inclusão. Um menino que é manco, cego ou tem algum outro tipo de deficiência, pode ser objeto de chacota ou discriminação pelos colegas. O terceiro desafio, e o mais importante deles, refere-se à qualificação dos professores. Não adianta você colocar um surdo numa sala onde o professor, por mais boa vontade que tenha, não está preparado para dominar a linguagem de sinais. E ainda são raros os que estão. Temos que pensar numa preparação consciente, conseqüente, e rápida ao mesmo tempo, dos educadores.
>> Como o professor pode obter esse preparo?

JC>> Isso deveria ser uma tarefa das escolas de Educação. A Universidade tem por obrigação dominar o que existe de mais avançado sobre esse assunto e, com isso, criar uma geração de professores preparados. Além disso, as Secretarias Estaduais e oMEC têm a obrigação de propiciar aos professores que já estão em exercício uma atualização. Trata-se de um trabalho sofisticado, difícil, mas muito estimulante e desafiador.
>> Quais os instrumentos legais que existem hoje no país voltados à Educação Inclusiva?

JC>> Citarei os mais importantes. O primeiro é a Constituição Federal, artigo 208, inciso terceiro, que postula que crianças com necessidades especiais sejam atendidas preferencialmente por escolas regulares. Depois, temos a Lei de Diretrizes e Bases, que tipifica melhor o princípio genérico da Constituição, o Plano Nacional de Educação e a Declaração da Guatemala (aprovado em 2001, o texto da "Convenção Interamericana para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Pessoas Portadoras de Deficiência", cujas recomendações se tornaram lei de caráter nacional no Brasil. Temos, ainda, a interpretação a esses quatro instrumentos legais de grande porte dada pelo Conselho Nacional de Educação através de dois Pareceres - o 17/2001 e o 4/2002 - e de uma Resolução - a 2/2001. São estes últimos que chegam mais próximos das escolas, já que traduzem os quatro grandes equipamentos legais.
>> Qual a vantagem da Educação Inclusiva em relação à Educação em salas ou escolas especiais?

JC>> A riqueza da diversidade. Eu tive uma parente com Síndrome de Down. Ela era o pivô da família em termos de afetividade, de sensibilidade, de emotividade, de memória. Com a diversidade, um grupo ganha novos valores. Há um jogo, que ainda não sabemos fazer muito bem, mas temos de aprender, que é conviver com a diferença. Mais do que tolerar, que é muito pouco, ele implica a aceitação do diferente como algo que agrega.
>> Quais os efeitos negativos que podem existir quando um aluno com necessidades especiais é incluído numa sala de aula regular sem ser efetivamente integrado?

JC>> O risco que existe aí é termos uma exclusão sofisticada com capa de inclusão. Isso significaria legitimar a exclusão camuflando-a atrás do conceito de inclusão. Dessa forma, exclui-se duplamente, somando à exclusão uma versão mais sofisticada dela mesma.
>> Alunos com deficiência severa devem ser incluídos em salas regulares?

JC>> Como disse há pouco, a Constituição fala que as crianças com necessidades educacionais especiais devem ser atendidos preferencialmente nas escolas regulares. A palavra preferencialmente está aí exatamente porque considera os casos de portadores de síndromes múltiplas e profundas. Nestes casos, há a possibilidade de haver o que eu chamo de "momentos especiais", em salas especiais, e Escolas Especiais para um atendimento mais cuidadoso para aqueles que requerem atenção mais específica. Meu filho teve dificuldades em Matemática e teve de fazer uma recuperação paralela. Eu não me senti ofendido porque a escola propiciou a ele um "momento especial" de recuperação separado dos colegas. Esse momento de recuperação serve para colocá-lo em pé de igualdade com os outros, não para mantê-lo na diferença. O mesmo acontece com os portadores de alguma deficiência. Quando houver uma situação evidente que justifique um momento de separação, ele deve ser feito sim, com todos os cuidados. Mas deverá ser visto sempre como algo complementar, e não como uma situação permanente.
>> O senhor poderia dar algumas sugestões para professores, diretores e pais de como avançar no processo de inclusão?

JC>> A primeira dica que eu considero fundamental é que os professores, sentindo dificuldade para lidar com alunos com necessidades especiais, organizem-se para demandar às autoridades competentes - aos Conselhos e Secretarias Municipais e Estaduais - iniciativas para suprir a lacuna formativa que tiveram. Em segundo lugar, aconselho que os colegiados estreitem os laços com as famílias, a fim de que elas, que têm todo o interesse numa inclusão, participem do processo. Quanto aos pais, que antes ficavam muito constrangidos porque não havia um equipamento jurídico que os apoiasse, sugiro que, como os professores, reúnam seus esforços e ajam coletivamente para fazer suas reivindicações. Agora uma sugestão às Secretarias: existem hoje muitos filmes que tratam dessa temática, de forma mais ampla ou mais específica. Poderia ser interessante fazer uma lista desses filmes e sugerir, com base neles, atividades extra-escolares para despertar a sensibilização.

Fonte:
http://www.crmariocovas.sp.gov.br/ent_a.php?t=002

Site interessante sobre informática na educação especial.

http://proinfoesp.vilabol.uol.com.br/


Neste site há projetos desenvolvidos pelos alunos especiais do Programa "informática na Educação Especial" do CRPD. Vale a pena conferir!

Esporte e inclusão...


Estudantes com deficiência participam de jogos em SP de olho nas Paraolimpíadas de 2016

Suellen Smosinski Em São Paulo
Os estudantes de 23 Estados brasileiros e do Distrito Federal que participam das Paraolimpíadas Escolares, realizadas em São Paulo, têm a oportunidade de representar seus Estados, serem observados para a seleção das Paraolimpíadas de 2016 e ainda voltam para casa com status de "celebridade".
Marcelo Augusto de Oliveira, 18, é deficiente visual e pratica atletismo há quatro anos, com o guia e treinador Josimar Macula, 26. O guia conta que quando eles voltam para casa, em Santa Catarina, Marcelo é recebido com festa: “Ele chega cheio de medalhas e quase não tem aula, porque o pessoal fica curioso querendo saber como foi a competição e a viagem”. 

Veja fotos das Paraolimpíadas Escolares

Foto 3 de 55 - Estudantes de 23 estados brasileiros e do Distrito Federal participam das Paraolimpíadas Escolares, em São Paulo Fernando Pilatos/UOL
Na natação, Andrey Pereira, 14, tem atitude e discurso de atleta profissional. “Se Deus quiser vamos chegar nas Paraolimpíadas de 2016 e eu vou alcançar meu sonho”, disse o garoto que teve uma das pernas amputadas em consequência de uma meningite aos dois anos de idade. Andrey é de Bragança Paulista, no interior de São Paulo, e contou que agora recebe o apoio de todos os colegas de classe, mas que nem sempre foi assim: “Mudei de escola faz pouco tempo e agora eles reconhecem mais o meu trabalho. Antes competia pelo colégio e não ganhava nem agradecimento do diretor”.
O técnico de Andrey, Marcos Rojo, acredita que essa geração de estudantes atletas tem tudo para estar nas Paraolimpíadas de 2016: “Se eles continuarem com a mesma determinação e vontade, com certeza vão brilhar na equipe principal”. Rojo também é técnico nacional da seleção brasileira paraolímpica de natação e do campeão paraolímpico Daniel Dias, inspiração para os jovens nadadores. “Para participar dessa competição, o atleta tem que estar estudando. E eles estão virando estrelas nas escolas, já dão até palestras, e o Daniel Dias incentiva bastante a garotada”, disse o treinador.
“A natação já me deu muitas alegrias. Antes eu tinha vergonha, porque sentia que todo mundo olhava diferente para mim. Hoje, eu não sinto mais isso e sou muito feliz em nadar”, contou Lucas Lamente, 13, que também é do interior de São Paulo. “Na escola, o pessoal fala que nem parece que eu tenho alguma deficiência. Eu não sofro preconceito e todo mundo me apoia, o que é muito bom”, disse o jovem nadador.
Natação como instinto
Morador de uma ilha no Pará e filho de uma barqueira, João Paulo de Moraes Silva, 13, aprendeu a nadar por instinto. “A mãe dele diz que ele aprendeu a nadar com três anos, quando uma irmã o jogou de cima da ponte para dentro do rio”, contou o treinador José Luiz Moura. E o garoto, que começou a treinar esse ano, já faz parte da delegação paraense que trouxe 92 estudantes para o evento.
Para treinar, João encara uma pequena maratona de aproximadamente 22 quilômetros. Ele pega um barco da ilha até o porto, depois vai de ambulância até a escola e, por fim, vai de transporte escolar até o clube onde treina.
Essa foi a primeira vez que João saiu do Pará e, segundo o técnico, ele é o “xodó da delegação” e recebe bastante apoio da comunidade ribeirinha em que vive. Um pouco tímido com as câmeras e flashes do evento e sentindo dores após uma das provas, João falou pouco com a reportagem, mas quando estava entre os colegas paraenses mostrava-se bastante feliz por participar das provas.
Diferença entre competidores
O Rio Grande do Sul teve uma única representante no judô: Luiza Guterres Oliano, 14. A modalidade é só para deficientes visuais e mistura competidores sem nenhuma visão com aqueles que possuem visão parcial. Luiza treina desde os 6 anos e está acostumada a lutar pessoas sem nenhum tipo de deficiência.
“Na forma de lutar não sinto nenhuma diferença, mas fora tem. O pessoal das paraolimpíadas se relaciona mais, são mais amigos”, afirmou Luiza.
As Paraolimpíadas Escolares
A competição, realizada entre os dias 26 e 31 de agosto, espera reunir  1.232 competidores, em dez modalidades: atletismo (para jovens com deficiência física, intelectual e/ou visual), natação (também disponível para as três deficiências), futebol de cinco (para deficientes visuais), futebol de sete (para deficientes físicos), goalball (para estudante com deficiência visual), tênis de mesa (para deficientes intelectual e/ou físico), bocha (para deficiente físico), judô (para deficiente visual), tênis em cadeira de rodas (voltado a deficiente físico) e voleibol sentado (para deficiente físico).
Só podem participar das paraolimpíadas alunos regularmente matriculados no ensino fundamental e médio das redes pública e particular de todo o País. Todas as modalidades são reconhecidas pelo Comitê Paraolímpico Internacional.
Fonte:

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Notícia importante sobre Educação Especial de Gravataí...


Assessoria para Pessoas com Deficiência - 15/02/11 - 18h34min
APPPD e CRE discutem materiais de apoio para alunos com deficiência
A Prefeitura de Gravataí, por intermédio da Assessoria de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência (APPPD), na tarde desta terça-feira, propôs para a 28ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) uma parceira a fim de solicitar junto ao governo federal materiais de apoio para alunos com deficiências. Participaram do encontro a assessora de Políticas Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência, Miriam Barbosa, a coordenadora e a chefe de gabinete da CRE, Rose Mary de Freitas da Silva e Helena Beatriz Souza, respectivamente.

Como primeiro passo desta parceria, será feito um levantamento de todas as escolas da rede estadual no Município que possuem alunos com deficiências e o tipo de materiais de apoio que estes estudantes precisam. Após, a APPPD e a Coordenadoria irão elaborar um projeto para a solicitação dos materiais que será encaminhado à Secretaria da Educação Especial do Ministério da Educação.

O ponto de partida desta inciativa

No mês de dezembro de 2010, antes do Natal, o Papai Noel que estava na Praça Borges de Medeiros recebeu uma carta muito especial de um menino cego de 11 anos. Seu pedido era ganhar uma máquina de escrever em braile para que pudesse ajudar com seus estudos.

A carta foi aberta por funcionários da Prefeitura e encaminhada à Assessoria de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência. Como o menino estuda numa escola da rede estadual, a titular da APPPD, procurou a Coordenadoria Regional de Ensino para que fosse elaborado um projeto, para atender, não apenas este, mas todos os alunos com deficiência da rede municipal e estadual que necessitam de material de apoio.


Assessoria para Pessoas com Deficiência
Fone: (51) 4001.3263

Fonte:
    http://www.gravatai.rs.gov.br/site/noticias.php?id=145216